Qual a cor do seu milagre?
Olá!
Linda semana para você que me segue aqui no Blog.
Vamos falar de Milagre? Qual é a cor do seu?
Esse fim de semana, tive contato com uma produção lindíssima da Netflix, entitulada "O Milagre Azul". O filme é baseado em fatos reais e conta uma história envolvendo a Casa Hogar, um orfanato no México, à beira da falência. Para tentar salvar o local, Omar, dono do abrigo, inscreve o orfanato em um campeonato de pescaria. Caso ganhem o prêmio, poderão impedir que o banco tome a propriedade, que possui uma dívida de mais de cem mil. Caso contrário, todos voltarão para a rua.
Crianças com poucas chances de prosperar à procura de um milagre que as tire de um destino trágico. O filme é baseado em fatos reais que aconteceram em 2014. Na época, um orfanato foi atingido por um furacão e suas instalações foram prejudicadas. Para piorar, os donos do local possuíam uma dívida alta com o banco, que exigiu o pagamento em poucas semanas. A forma encontrada para sair dessa situação foi entrar em uma competição arriscada de pescaria em alto mar, para ganhar dinheiro.
Fé na vida para enfrentar grandes obstáculos. Essa é apegada do filme. Interessante, que além das crianças do orfanato, dois adultos se veem às voltas com situações que tocam nas feridas de suas crianças. E essas crianças, são justamente a criança interior, aquela que carrega nossa essência, que muitas vezes comanda nossa vida inconscientemente, baseada em suas feridas e tropeços.
Impossível não fazer uma analogia linda, com nossa criança interior, quando Omar vai lembrando do acidente que sofreu com seu pai em alto mar. O filme vai mostrando essa criança nas situações do adulto, que luta por um destino melhor para as crianças que cuida no orfanato.
No primeiro dia de competição, eles não consegue pescar nada. No segundo dia, um Marlin é fisgado, mas a tripulação perde o peixe. Sabendo da necessidade de ganhar a competição, o capitão propõe a uma trapaça. Comprar um peixe menor e conquistar o terceiro lugar na competição. Porém, cansado de viver das trapaças que precisou adotar quando vivia nas ruas, Omar empurra o peixe para o mar. Essa ação é seguida de um momento de total desespero do personagem, que começa a aceitar que fazer coisas boas nem sempre leva a grandes resultados. Mas, no final das contas, eles conseguem o milagre que tanto esperavam.
As histórias do filme se entrelaçam e os sonhos das crianças vão de encontro às histórias interrompidas dos adultos Omar e Capitão Wade. Nossa criança interior tem muitas influências sobre nosso "eu" adulto. Trata-se de uma parte da nossa mente, que experimentou a vida e acabou se adaptando a comportamentos e padrões para sobreviver a seu meio de origem. Assim, é uma parte inconsciente da nossa mente onde carregamos nossas necessidades não satisfeitas, nossas dependências emocionais e nossa ambição castrada.
Por tudo isso, muitas são as situações, que ainda enxergamos o mundo por meio dos olhos dessa criança. Nossos medos e traumas, estão muito ligados a isso. O relacionamento que tivemos com nossos pais na infância, molda cada um dos nossos relacionamentos na fase adulta.
Quando crianças, precisávamos ser vistos e ouvidos por nossos pais. Mas, a maioria de nós, nasceu de pais traumatizados e mal resolvidos, que herdaram isso de seus próprios pais. Para eles, também era difícil administrar suas próprias emoções e assim, não conseguiram lidar com as nossas.
Vivemos nos adaptando, tentando lidar com nossa realidade. Para boa parte de nós, isso representa agradar aos nossos pais, e assim, nos tornar aquilo que eles esperam que sejamos. Para aqueles, que perderam os pais muito novos, a vida segue triangulando com aquilo que ouvimos sobre nossos pais ou quem supomos, que eles seriam. Assim, vivemos nos comportando da maneira como eles valorizariam e como eles veriam como "boas maneiras". Seguimos rejeitando as partes de nós que são vistas por eles como fracas. Anulamos nossos recursos e capacidades, por acreditarmos mais no que esperam de nós do que naquilo que realmente somos.
A questão é, somos muito mais do que aquilo que esperam de nós.
Essa força interior e os sonhos que ela carrega, ficam evidentes na história de Omar e da casa Ogar.
Você não vai querer perder a oportunidade de ver esse filme lindo e reencontrar com a sua criança interior.
E o seu milagre, o milagre que a sua criança interior espera, que cor ele tem?
Uma linda semana para você!
Abraço,
Isabella Fernandino.

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