Um brinde à família real
Internet e Família, estes são os elos da trama de Família Mitchell e a Revolta das Máquinas, uma animação lindíssima da NetFlix.
Feita pelo roteirista de Gravity Falls, a animação fala de uma aventura sobre família e aquela pitada generosa de internet.
A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas, é marcada por uma das paranoias atuais e por muita diversão.
Uma família comum, composta por pai, mãe, uma filha, um filho e um cachorro, tem como em toda família, conflitos pontuais na criação dos filhos. A filha mais velha irá para a faculdade, porém, ela e o pai se desentendem antes. Diante disso, os pais sugerem uma última viagem em grupo para levar Kate, a filha mais velha, para a faculdade de cinema.
Buscando “sua tribo” em outros amantes da sétima arte, a garota quer mais do que nunca chegar à escola para se ver longe de sua família, que não acredita em seu sonho. O problema é que durante o trajeto ocorre um pequeno imprevisto: uma revolta das máquinas que coloca a responsabilidade de salvar o mundo na "disfuncional" família Mitchell.
Tanto filha quanto pais, sonham em ter e ser a família ideal, e ao se espelharem em outra família, vão perdendo sua força e união, porém, ao longo da história, eles se descobrem unidos e aprendem que as suas diferenças se complementam.
A verdadeira família perfeita, nada tem a ver com os comerciais de margarina, nem como o que é esperado dela, muito menos com a imagem que outras família passam.
É muito comum, ao entrarmos no mundo da terapia, em específico, da constelação familiar sistêmica, querermos mudar nossa família. Bert Hellinger, tem uma frase bem interessante: "O amor é difícil de suportar. A desgraça, no entanto, é um jogo de crianças".
Uma família de verdade, amadurece com o tempo e sabe ao longo do caminho, que não há nela, nada de perfeito. Que ela é sim, cheia de limitações e sobretudo de amor. É preciso saber lidar com os conflitos que surgem, pois trabalhar essas questões é fundamental para reestabelecer o vínculo entre os membros do sistema. Isso fica nítido na história da família Mitchell. E a forma como eles reestabelecem os vínculos é linda, única e perfeita para uma família real.
Cada um tem seu lugar no sistema, por isso o princípio da Ordem. Ao nascer, cada um garante o seu lugar. Este lugar é bem claro: cada indivíduo é depois de todos que vieram antes e antes de todos os que virão depois. Isso vale para cada núcleo. Um sistema inteiro é repleto de núcleos.
Este lugar não pode ser trocado em hipótese nenhum. Da mesma forma, este lugar não pode ser ocupado por outros de nenhuma maneira. Filhos não podem ser maiores que os pais e todos importam na sua Ordem.
Então, sem querer das spoillers, este foi o meu recado. Vá lá e depois me conte aqui.
Mas só vale se for para ver juntos.
Te desejo um bom filme em família, repleto de amor e reencontros.
Feliz Dia da Família!
Isabella G F Machado

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