A RAIZ DE TODOS OS PROBLEMAS DO SER HUMANO
A raiz de todos os problemas dos seres humanos está nos relacionamentos, e é para falar sobre isso, que selecionei essa semana um filme de 2004, "O brilho eterno de uma mente sem lembranças".
Quando fui apresentada à Análise Corporal, brotou em mim a esperança de poder realizar um desejo antigo, embora eu só tivesse 39 anos na época, de compreender melhor o motivo de algumas dores que eu carregava, alguns pensamentos que eu tinha e porque reagia ao mundo de determinada maneira.
Nós possuímos problemas de relacionamento das mais diversas ordens: ciúmes, paixões não correspondidas, dificuldade de emagrecer, desemprego, dificuldades financeiras, criação dos filhos, divórcios, enfim.
Esses problemas surgem por dois motivos: as pessoas não compreendem como funcionam e como as pessoas com as quais se relacionam funcionam. Além disso, as pessoas não conhecem a lógica da vida.
Não ter esse conhecimento, dificulta sua relação com seus pais, seu namorado(a), seu cônjuge, seus amigos, seu chefe, seus filhos, mas principalmente com você mesmo.
A vida parece não ter vindo com um manual de instruções, mas, e se houver um manual do ser humano?
Se conhecer é sem dúvida, o primeiro passo para solucionar qualquer problema que você esteja enfrentando.
Por meio da Análise Corporal, viajamos no tempo somente olhando para o formato do seu corpo, porque acessamos a sua mente e por meio dela compreendemos a sua história e os motivos pelos quais os problemas de relacionamento acontecem para você.
Você pode se perguntar: "Então, se eu me conhecer, meus problemas acabam?".
Vamos analisar o filme e eu já te respondo.
Brilho eterno de uma mente sem lembranças, é estrelado por Jim Carrey (Joel) e Kate Winslet (Clementine). Por anos, o casal luta para que seu relacionamento dê certo, porém eles acabam terminando. Abalada pelo fracasso da relação, Clementine decide esquecer seu parceiro para sempre e, para tanto, aceita se submeter a um tratamento experimental, que apaga da memória, pessoas e momentos vividos. Ao descobrir a decisão de Clementine, Joel também se submete ao procedimento, porém ele acaba desistindo de tentar esquecê-la e começa a encaixar Clementine em momentos gravados em sua memória, dos quais ela não participa.
O filme é lindíssimo, trás momentos fortes, cortes de desespero e tristeza dos personagens e cenas de esperança. A trilha sonora colabora e muito para toda a sensação que a história busca provocar.
A ideia do filme veio de um cartão criado pelo artista Pierre Bismuth, que criou a possibilidade de um tratamento que apagasse as memórias, limpando da mente momentos ruins, pessoas e relações mal sucedidas. Ele mostrou ao diretor e disse que gostaria de enviar o cartão às pessoas, o que ele achava dessa ideia. O diretor leva a ideia para o roteiro e surge toda a beleza da história.
Porém, na vida real, isso só é possível se provocado um dano cerebral na mente das pessoas. E é aqui que eu respondo a pergunta citada cima.
O medo das pessoas em enfrentar a dor, a desilusão, o aprendizado das experiências é algo real e muito comum. Isso é perfeitamente perceptível nas relações de um modo geral:
- pais que buscam se realizar nos filhos, aprisionando-os em suas expectativas;
- pessoas extremamente políticas, que receosas por desagradar a um ou outro, não se posicionam na expectativa de não se indispor com ninguém e ficar com uma "boa imagem";
- pessoas constantemente necessitadas de reconhecimento por tudo que fazem. Retrato das redes sociais. Quem são, não importa. O que fazem faz toda diferença, desde que agrade à maioria;
- pessoas que querem ser o que não são, pois é mais importante o que o outro pensa a seu respeito.
Enfim, eu poderia colocar aqui uma lista enorme. Fato é que o limiar de frustração das pessoas anda bem baixo. A pandemia que vivemos, só escancarou a realidade que já existia.
Isso fica muito claro, quando em uma Análise Corporal, o cliente nos pergunta: "Como eu acabo com essa dor?".
Veja bem. Cada dor dos cinco traços de caracteres trás um recurso. Se eu apago a dor, eu apago o recurso e ele só existe, porque a dor foi provocada. É como se a pessoa pedisse para apagar a sua história e ainda mais sério que isso, quem ela é.
Por isso eu sempre afirmo, que eu sou quem preciso ser. É claro que eu estou em busca constante por evolução. Mas, quem eu sou, como eu penso, ajo e reajo ao meio e às situações, me ensinou a me relacionar no mundo.
Não é uma questão de apagar os problemas. Isso é impossível. Eles sempre existirão. A chave é se conhecer e compreender também a história e a mente das pessoas. Isso permite que possamos fazer escolhas melhores e viver relações mais saudáveis, sem que para isso tenhamos a constante necessidade de atender às expectativas.
Quando você vive em função de agradar ao outro o tempo todo, você perde oportunidades preciosas de se conhecer, você abre mão dos seus desejos e sonhos. Você abre mão de você.
Mas quando você se conhece melhor, isso muda, você muda, o mundo muda. E assim, seu olhar te permite uma realidade mais justa com e para você.
Faz sentido para você?
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